Tentações dos Pastores frente aos “Consumidores de Igrejas”
(Mensagem de Ed René Kivitz, no 29º Encontro da Sepal. Anotada por Wilson Costa.)
O texto bíblico foi o de Mateus 4, onde está relatada a tentação sofrida por Jesus, no deserto. Tanto neste texto, como em Gênesis (Adão e Eva) e em I João (2.15-17), observamos que a tentação é matricial: concupiscência dos olhos, concupiscência da carne e a soberba da vida.
As igrejas e os pastores nos dias de hoje vivem uma demanda particular em face dos “consumidores de igrejas”, que vivem se perguntando: “como é que eu vivo bem”. E a igreja se torna mais um item da sua busca por “viver bem”. As categorias doutrinárias não são preponderantes. E a pressão para igrejas e pastores pode acabar sendo: “como responder a contento o desejo desses consumidores de igrejas?”
1. O modelo satânico de “viver bem”, exemplificado na tentação de Jesus:
a) conforto – não ter necessidades pendentes, viver sob circunstâncias favoráveis; este aspecto se manifesta na tentação do diabo ao dizer “transforma estas pedras em pães”. Afinal Jesus estava com fome.
b) sucesso – “pule daí, pois aos seus anjos dará ordens para que te segurem!’
c) controle – “tudo isso te darei, se prostrado me adorares”.
2. Essas três tentações vividas por pastores hoje:
a) jogar a toalha – sob a justificativa de que “temos fome”, “privação de amigos”, em face das privações que o ministério pastoral impõe;
b) subir numa escada – atendendo aos ditames de “seja um sucesso”, “conquiste”, “faça coisas grandes”, “mais barato, mais rápido e melhor”;
c) arrumar um atalho – “tudo isso será seu, se prostrado me adorares!” É a tentação de chegar lá pelo caminho mais curto. Mas não há truques!
3. O que Jesus nos ensina sobre o enfrentamento dessas tentações?
a) Ter em vista as promessas de Deus. Noutra ocasião Jesus deixa claro que sua comida era fazer a vontade do Pai. E nesta ocasião da tentação, citando o antigo testamento, Jesus diz que “não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”. A palavra que procede da boca de Deus é promessa para nós. Deus promete ter cuidado de nós. Se vivemos hoje por causa da fidelidade de Deus, será assim também no futuro. E confiados nas promessas de Deus seguimos fiéis àquele que é Fiel.
b) Ter em vista o caráter de Deus. Jesus responde a Satanás dizendo “não tentarás o Senhor teu Deus”. Em outras palavras, “não pedirás atestado de chamado”. No dizer de Paulo, “não andamos por evidências de poder, mas por fé”. Tem em vista o propósito de Deus. Perante a terceira investida de Satanás, a resposta de Jesus é como se dissesse: “eu não vim para disputar domínio contigo! O meu propósito é outro. É fazer a vontade do meu Pai!” Por isso você deve ter claro qual é propósito de Deus para sua vida. E as tensões que o ministério traz são oportunidades para que isso se evidencie. Outros Artigos
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