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Próxima Atualização

15
Mai 12
Última atualização em 15 Maio 2012

Pastores Feridos

Pastores que abandonam o púlpito enfrentam o difícil caminho da auto-aceitação e do recomeço.

Por Marcelo Brasileiro

Desânimo, solidão, insegurança, medo e dúvida. Uma estranha combinação de sensações passou a atormentar José Nilton Lima Fernandes, hoje com 41 anos, a certa altura da vida. Pastor evangélico, ele chegou ao púlpito depois de uma longa vivência religiosa, que se confunde com a de sua trajetória. Criado numa igreja pentecostal, Nilton exerceu a liderança da mocidade já aos 16 anos, e logo sentiria o chamado – expressão que, no jargão evangélico, designa aquele momento em que o indivíduo percebe-se vocacionado por Deus para o ministério da Palavra. Mas foi numa denominação do ramo protestante histórico, a Igreja Presbiteriana Independente (IPI), na cidade de São Paulo, que ele se estabeleceu como pastor. Graduado em Direito, Teologia e Filosofia, tinha tudo para ser um excelente ministro do Evangelho, aliando a erudição ao conhecimento das Sagradas Escrituras. Contudo, ele chegou diante de uma encruzilhada. Passou a duvidar se valeria mesmo a pena ser um pastor evangélico. Afinal, a vida não seria melhor sem o tal “chamado pastoral”?

As razões para sua inquietação eram enormes. Ordenado pastor desde 1995, foi justamente na igreja que experimentou seus piores dissabores. Conheceu a intriga, lutou contra conchavos, desgastou-se para desmantelar o que chama de “estrutura de corrupção” dentro de uma das igrejas que pastoreou. Mas, no fim de tudo isso, percebeu que a luta fora inglória. José Nilton se enfraqueceu emocionalmente e viu o casamento ir por água abaixo.  Mesmo vencendo o braço-de-ferro para sanar a administração de sua igreja, perdeu o controle da vida. A mulher não foi capaz de suportar o que o ministério pastoral fez com ele. “Eu entrei num processo de morte. Adoeci e tive que procurar ajuda médica para me restabelecer”, conta. Com o fim do casamento, perdeu também a companhia permanente da filha pequena, uma das maiores dores de sua vida.

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02
Mai 12
Última atualização em 02 Maio 2012

Projeto Timóteo realiza atualização no mês de Abril

No último dia 25 de abril, o Projeto Timóteo realizou mais uma atualização, o preletor foi o Pr. Ebenézer Bittencourt e o tema da palestra foi "Mobilização de Voluntários".

Aproximadamente 50 pessoas, entre timoteanos e convidados participaram da palestra, que aconteceu na Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera.

Ebenézer Bittencourt é diretor do Haggai Brasil

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13
Mar 12

A visão de Deus na vida

Para se ter uma vida vitoriosa não pelo meios humanos, mas, pela graça de Deus, dois elementos são indispensáveis: visãofervor. Sabemos de homens que lutam contra fortíssimas oposições da crítica carnal humana e tomam de assalto os picos pedregosos do território inimigo, tão-somente para “fincar” a Cruz de Cristo em lugares onde habita a crueldade. Por quê? Porque tiveram uma visão e se encheram de intenso fervor.

Alguém já advertiu que não devemos estar tão envolvidos com o céu a ponto de sermos totalmente inúteis na terra. Se há um problema que esta geração não enfrenta é esse. A verdade nua e crua é que estamos tão envolvidos com a terra que não temos nenhuma utilidade para o Reino dos céus. Quando olhamos para Eliseu, percebemos um homem que é chamado de homem de Deus por todos que passam ao seu redor. Ele tem a visão e fervor do Altíssimo na sua caminhada. E este trecho evidencia de maneira profunda isto.

Um dos servos de Eliseu que andava com ele e recebia a sua mentoria sai logo cedo e para a sua consternação, viu o pequeno exercito sírio escondido nas proximidades e pronto para atacar. E imediatamente ele corre para o profeta Eliseu resolver o problema, porque lhe vem ao coração a falta de coragem e o medo toma conta dele. Provavelmente ele pensou, este bando de soldados acabará com o de Israel e todos nós pereceremos nas mãos destes soldados sírios. Este jovem lembra muita gente na igreja que passa por dificuldades e não consegue crer com visão nas ações do Deus a quem serve. A pergunta de desespero deste jovem para o homem de Deus foi: Ai, meu senhor! Que faremos?

A resposta o homem de Deus foi: Não temas; porque os que estão conosco são mais do que os que estão com eles. Peçamos graça ao Eterno para que tenhamos visão e fervor na nossa espiritualidade bíblica!

- Texto para reflexão: Tendo o moço do homem de Deus se levantado muito cedo, saiu, e eis que um exército tinha cercado a cidade com cavalos e carros. Então o moço disse ao homem de Deus: Ai, meu senhor! Que faremos? Respondeu ele: Não temas; porque os que estão conosco são mais do que os que estão com eles. E Eliseu orou, e disse: Ó Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço e ele viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo em redor de Eliseu (II Reis 6.15-17). 

Alcindo Almeida - equipe pastoral da IP Alphaville.

06
Abr 12

Páscoa

“Quando vossos filhos vos perguntarem: Que rito é este? Respondereis: É o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo se inclinou e adorou”. (Êxodo 12: 26-27)

Costumamos falar de “espírito natalino” para descrever toda a expectativa e sentimentos que envolvem o natal. Penso que não seria nenhum exagero falarmos também em “espírito pascal”. Certamente, a temática da páscoa ocupou a agenda religiosa (Igreja), do mercado (comércio) e educacional (escola).  Esta semana foi marcada pelo frenesi das programações, celebrações e consumo dos deliciosos ovos de chocolate. Porém, em uma sociedade que o coelho substituiu o cordeiro como símbolo pascal, a reflexão sobre o significado da páscoa é um imperativo. Por influência do grego e latim, aprendemos que páscoa é passagem. Realmente a palavra passagem é carregada de significado e traduzi bem a “passagem” da escravidão do Egito para a liberdade da terra prometida. Obviamente que se pensarmos na narrativa como um todo este é o significado, mas de forma mais especifica páscoa se refere à cerimônia do cordeiro (a morte dos primogênitos). Neste caso, a palavra hebraica pesah (páscoa) não deriva do verbo `abhar (passar v.12), mas do verbo pasah (pular/ passar por cima v.27) significando que as casas marcadas pelo sangue do cordeiro foram puladas (salvas) pelo anjo destruidor. É significativo perceber este aspecto duplo da páscoa: juízo (condenação) e libertação (salvação). O mesmo significado está presente na páscoa de Jesus. Sua morte e ressurreição são dois lados da mesma moeda: por um lado, juízo contra todo tipo de opressão, escravidão e maldade. Jesus experimenta o cálice da ira de Deus em favor dos homens. Por outro, a páscoa de Jesus é libertação para uma nova vida carregada de esperança. É estranho que a mídia, tão solicita em denunciar as injustiças e opressões, não use o mesmo critério quando o assunto é páscoa já que se limita a promover o consumo e lucros do mercado. Apesar da contradição da mídia, a comemoração anual da páscoa (seja judaica ou cristã) é uma poderosa pregação de que Deus tem julgado as impiedades dos homens e acenado com um recomeço, uma vida plena de liberdade e esperança. Louvado seja o Eterno pela Páscoa!!! (Pr. Israel Sifoleli)

07
Mar 12
Última atualização em 07 Março 2012

Corações rasgados

“Rasgai o coração e não as vestes” (Jl. 2:12) e, também, seu correspondente Circuncidai o coração (Dt.10:16; Jer. 4:4), é uma forma hebraica de ressaltar pelo menos três grandes verdades. Primeiro, a palavra coração (lebh) é a sede da razão, emoções e vontade, ou seja, por trás das decisões realmente significativas está todo o nosso ser. Segundo, a espiritualidade verdadeira tem sua fonte na interioridade de nosso ser (as expressões externas somente são relevantes na proporção que traduzem algo espiritual). Terceiro, o ser humano tem uma dificuldade imensa de se quebrantar (amolecer o coração). Lembro-me da história de um professor meu que tentou ilustrar esta verdade. Ele estava pregando sobre o último capítulo de Jonas, então, contou a história de uma cachorrinha que era o xodó da família. Ela tinha sido criada de forma especial e carinhosa, alimentada no colo. Um belo dia, o filho do casal brincava de bola com a cachorrinha quando a porta se abriu, o animal lançou-se em disparada atrás da bola, mas, assim que ganhou a rua, surgiu velozmente um caminhão que inevitavelmente a atropelou. A tragédia foi comovente! Percebendo que boa parte de sua comunidade chorava, o pregador parou e aplicou: “Vocês estão chorando por uma cachorrinha, mas (como Jonas) não são capazes de chorar pelos milhares de almas que estão morrendo”. Não recomendo a ninguém repetir esta experiência (é perigoso expor as pessoas, Sócrates que o diga), mas em tese concordo com aquele professor já que podemos nos emocionar diante de novelas e filmes, entretanto endurecer o coração e não demonstrar nenhuma sensibilidade quando o assunto é chorar por almas (pessoas que estão enfrentando todo tipo de miséria e desgraça) e pelos nossos pecados.   Voltando ao mandamento: Rasgai o coração... é evidente à luz de muitas passagens que isto é o só é possível pela ação do Espírito. Portanto, conscientes de nossa necessidade e dificuldade, devemos orar sinceramente como o poeta Jorge Camargo: “Amolece o meu coração/ Molha meus olhos... Tu somente és capaz, Senhor/ De amolecer meu coração/ Com vinho / Que é o teu sangue/ Com óleo/ Que é o teu Espírito”. (Pr. Israel Sifoleli)

Desafios Contemporâneos

No Brasil, muitos são os jovens pastores que se encontram envolvidos pela complexidades da vida urbana e pressionados pelos desafios da sociedade contemporânea. Em meio a este contexto, lutam com seus dilemas pessoais, familiares e ministeriais de forma solitária, sem oportunidade de renovação de forças e, muitas vezes, sem alternativas estratégicas. 

Nossa Missão

Alimentar a vocação pastoral incentivando a espiritualidade, a amizade e a missão.

Nossa Vocação

O Projeto Timóteo é um movimento que se propõe a oferecer o espaço e a oportunidade para que jovens pastores sejam estimulados:

  • À renovação de suas forças emocionais e espirituais,
  • Ao desenvolvimento de amizades e redes de apoio,
  • Ao compartilhamento de experiências ministeriais